
Cultura é a nossa essência, estratégia é o nosso mapa
- milenaapedrosa
- 11 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Um convite para transformar nossa identidade em desenvolvimento real, unindo a precisão dos dados ao calor do afeto, exatamente o cruzamento onde a-gente gosta de estar.
O Brasil é uma celebração à vida, à diversidade, ao afeto, e tem sua cultura como potencialidade de expressão e preservação da sua identidade e de se mostrar ao mundo como único.
No turismo, o "ter" passou a ser o "sentir". É a experiência. E esta, só se dá a partir da cultura, das pessoas, da identidade. Celebrar esses Brasis é lindo de se ver e ainda mais potente quando utilizamos a força da estratégia para que a gente se "amostre" mais neste mundo.
E não é só poesia, é matemática (e das grandes)
E o mundo, de fato, quer ver. Mas não se trata apenas de charme, trata-se de desenvolvimento econômico robusto. A cultura é um setor poderoso, que age internamente nas sociedades e que é desenvolvimento de alto valor agregado.
Dados oficiais da Organização Mundial do Turismo (OMT/UNWTO) revelam uma realidade impressionante: o turista cultural chega a gastar 80% a mais por viagem do que o turista médio. É um visitante que busca profundidade, permanece mais tempo no destino e potencializa a economia local.
Além disso, a UNESCO e a OCDE estimam que o turismo cultural já representa cerca de 40% de todo o fluxo global de viagens. Não estamos falando de um nicho, mas de quase metade do mercado mundial. E o mais importante: segundo a UNWTO, esse segmento cresce a uma taxa mais acelerada do que o turismo convencional. Ou seja, entender a força da nossa identidade é também investir no mercado que mais valoriza a experiência.
A busca pela experiência única
Assim vemos que o comportamento do viajante mudou. Relatórios de tendências globais indicam que a maioria dos viajantes internacionais já escolhe seus destinos buscando o que a OMT define como "intangível": a cultura, a atmosfera, o modo de vida local, as pessoas e a criatividade.
E o impacto social disso é direto. Estudos da ONU Turismo reforçam que, quando conectamos esse fluxo ao artesanato e à produção local, criamos uma rede de desenvolvimento para as comunidades. Ou seja, o território elucida suas riquezas e diversifica a renda para quem faz o destino acontecer: o artesão, o músico, o artista, o chef local.
Estratégia para potencializar a identidade
Contudo, para transformar esses números em realidade constante, precisamos de organização. A criatividade brasileira é infinita, mas ela precisa de trilhos estratégicos para chegar mais longe.
É nesse contexto que vejo a importância de iniciativas de planejamento setorial, como o Plano Brasis, que só o nome já dá luz poeticamente a este Brasil diverso e colorido. Mas, mais do que documentos técnicos com muita estratégia de negócios, eles simbolizam um amadurecimento necessário do setor: o entendimento de que vender o Brasil exige inteligência de dados e coordenação.
O planejamento não serve para "enquadrar" nossa cultura, mas para garantir que ela tenha palco. Serve para estruturar a experiência de quem nos visita e garantir que a riqueza gerada fique, de fato, com quem preserva nossa identidade.

O futuro a gente faz junto, né?
Como alguém que transita entre a gestão pública e a iniciativa privada, acredito que o grande salto do Brasil está na cooperação. A economia criativa floresce quando governos, marcas, empresários, entidades de classe e sociedade civil trabalham em rede.
O mundo já nos deu o "sim". O Brasil já é tendência. O nosso dever de casa agora é garantir que essa porta aberta conduza a um caminho de desenvolvimento estruturado. Onde nossa identidade seja, ao mesmo tempo, nossa raiz, nossa sensibilidade e nossas asas.




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